Quando um assistente responde a partir das suas próprias notas, o que está em jogo difere dos erros comuns de chatbot. Uma resposta errada aqui reescreve o seu passado: um compromisso que você nunca assumiu, uma decisão que na verdade você reverteu. Confiança numa IA pessoal não é sensação — é uma lista de verificação, com quatro itens.
Fontes visíveis e cronologia honesta
Cada afirmação deve apontar para as notas que a sustentam — abríveis, com datas e trechos. As fontes fazem mais do que provar a resposta: elas a delimitam. Ver que uma conclusão repousa sobre duas notas de janeiro diz com a mesma clareza o que o sistema não sabe. E como a história pessoal é cheia de reviravoltas, citar a decisão de março obriga a mostrar também a nota de junho que a derrubou.
Suposições sinalizadas como suposições
Às vezes as notas não respondem por completo, e um sistema útil cobre o vão com inferência. Tudo bem — se a costura ficar visível.
- «Suas notas dizem X» precisa significar que as notas realmente dizem X.
- «Provavelmente Y, a julgar por…» sinaliza a inferência em ação.
- «Suas notas não cobrem este ponto» é uma resposta completa e honesta.
- Evidências conflitantes aparecem como conflito, nunca resolvidas em silêncio.
Correções que permanecem
Você vai achar erros: uma citação mal atribuída, uma conclusão vencida. A confiança só sobrevive se a correção tiver para onde ir: você conserta o registro, e as respostas futuras refletem o conserto. Um assistente que repete um erro já corrigido provou que verificar é inútil — e a verificação é toda a base da relação.
Antes de confiar em qualquer resposta sobre a sua própria história, percorra a lista: vejo as fontes, o mais recente está por cima, os palpites estão sinalizados, minha correção vai permanecer? Quatro sins fazem uma memória. Qualquer coisa a menos é um palpite fluente.